A vontade súbita de escrever mais uma vez, palavras que saem sem eu pensar e que vão de tempo em tempo formando frases. Eu e minha forma estranha de escrever cartas pra mim mesmo. Como se fossem duas pessoas em conversa.
Me sinto estranho quando olho pro lado e vejo que não estou sozinho. Me sinto feliz quando vejo que não estou sozinho. Me sinto mal por saber que não ajudei. Me sinto feliz por ter feito alguém caminhar com as próprias pernas. O rodo cotidiano que passa levando tudo e te deixa sem ar pra respirar e sem espaços para gritar. O fim do começo e o começo do fim. É como paradoxo. Você não sabe onde vai estar e nem se você chegou. Você não sente se já foi ou se tudo ainda precisa acontecer.
As cosias andam muito rápido e ao mesmo tempo sutilmente. O relento nos leva ao começo da brisa. O fim do vento nos leva ao começo das flores. A nova luz nos leva ao fim de uma velha vida.
A prorrogação do tempo que não estava empatado. O agora ou nunca do que sempre foi o agora. Tudo parece estar se encaixando, mas nada é da forma que você conhece. O mundo de pernas pro ar e você sorri e diz: evolução da espécie. Pessoas morrendo de fome e você deixa de comer. A terceira guerra mundial já começou. E o teu espírito está na batalha.
A cada dia que passa você sente o teu corpo mais pesado e teu pensamento perdido. Você vê que a luz não brilha mais tão forte. Você percebe que o tempo não esta mais como antes. O sol não quer mais deixar seu posto e o intenso frio vem e some como as nuvens.
Fim de um novo recomeço, o começo de um novo fim. E assim é.
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